Em vários estados, as mulheres têm organizado atividades preparatórias para o nosso seminário. Muita coisa bacana tem ocorrido Brasil afora. Conte-nos também como anda o debate sobre a mídia na sua região. E, se seu estado quer fazer o mesmo e precisa de ajuda, entre em contato conosco!
Distrito Federal
Em agosto, a Sapataria - Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais do DF e o Intervozes realizaram a oficina “Mulher e mídia: participação e controle social”. O objetivo foi debater a forma como os meios de comunicação tratam as mulheres e o que o movimento pode fazer para mudar esta situação. Representantes de sete organizações estiveram presentes. Muito foi discutido acerca das propagandas de cerveja, que desrespeitam a Carta de Belém, e da participação das mulheres na campanha que pede democracia e transparência nas concessões de rádio e TV. O processo de renovação da concessão da Globo-DF está no Congresso. A oficina também trabalhou com o vídeo e o livro “A Sociedade Ocupa a TV”, que conta a história da conquista da sociedade civil por um direito de resposta no programa do João Kléber, em 2005.
Pernambuco
Cerca de 50 mulheres participaram do seminário “Democratizar a Comunicação para democratizar a vida social”, realizado na SOS Corpo, em Recife, no dia 30 de julho. Com muito debate, construíram propostas que apontam para a necessidade de ocupar ainda mais espaços de produção de conteúdo e representação das mulheres na comunicação. E também de ocupar espaços de tomada de decisão política neste setor, como a Conferência Nacional de Comunicação. O seminário também contou com a apresentação de experiências de mulheres que produzem comunicação alternativa e discutiu a relação da luta pela democratização da comunicação com a luta pela reforma política ampla, democrática e participativa.
Rio Grande do Sul
Em Porto Alegre, em junho, aconteceu o Seminário Estadual Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia. Foram debatidos temas como a formação da subjetividade humana, com destaque para a imagem da mulher construída na TV e a importância de se criar mecanismos de controle social frente a essa realidade, a publicidade no campo da esquerda, o papel da mulher jovem na sociedade de consumo e a necessidade de potencializar a unidade dos veículos de comunicação já existentes. As participantes também debateram o caso da ação civil pública ganha contra o grupo Furacão 2000, autor da música “Um tapinha não dói”. Os muitos aspectos da temática, levantados pelas 24 mulheres e um homem presentes no encontro gaúcho, aumentam a vontade do movimento no Rio Grande do Sul de participar do Seminário Nacional, unindo vozes de todo o Brasil pelo controle social da imagem da mulher na mídia.



